{"id":2017,"date":"2023-08-04T15:51:00","date_gmt":"2023-08-04T18:51:00","guid":{"rendered":"https:\/\/luique.bslthemes.com\/?p=2017"},"modified":"2023-10-12T11:03:12","modified_gmt":"2023-10-12T14:03:12","slug":"the-main-thing-for-the-designer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/emanuellegomez.com.br\/index.php\/2023\/08\/04\/the-main-thing-for-the-designer\/","title":{"rendered":"Economia compartilhada e a rela\u00e7\u00e3o com as maiores startups do mundo"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"2017\" class=\"elementor elementor-2017\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-5ab872bb e-flex e-con-boxed e-con e-parent\" data-id=\"5ab872bb\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-66ba226b elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"66ba226b\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n<p>No m\u00eas de julho a cidade de Curitiba recebeu bicicletas compartilhadas com sistema in\u00e9dito, a respons\u00e1vel por esta iniciativa foi a Prefeitura da cidade. O servi\u00e7o foi distribu\u00eddo em 20 esta\u00e7\u00f5es, em diversos endere\u00e7os da cidade, as bikes podem ser deixadas em qualquer ponto dentro deste per\u00edmetro tornando a experi\u00eancia do usu\u00e1rio mais pr\u00e1tica e sem complica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n<p>Este servi\u00e7o fortalece a ciclomobilidade como componente relevante do transporte p\u00fablico e representa uma porcentagem da <strong>economia compartilhada<\/strong>. Mas afinal, o que \u00e9 economia compartilhada? O termo surgiu faz aproximadamente uma d\u00e9cada, e est\u00e1 diretamente relacionado ao &#8220;consumo colaborativo&#8221;.<\/p>\n\n<p>Em um artigo publicado no\u00a0<a href=\"https:\/\/bit.ly\/2dZyIbF\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">The Guardian<\/a>, o colunista na \u00e1rea de tecnologia Ben Tarnoff ressaltou dois principais acontecimentos para que pud\u00e9ssemos entender de maneira simples esta tend\u00eancia de consumo, que podemos resumir em tr\u00eas palavras-chave: tecnologia, economia e relacionamento. Vamos analisar:<\/p>\n\n<p><strong>1. Lan\u00e7amento do iPhone<\/strong><\/p>\n\n<p>O iPhone \u00e9 o primeiro modelo de smartphone desenvolvido e comercializado pela Apple. O lan\u00e7amento oficial foi anunciado em janeiro de 2007 e, al\u00e9m de ser considerado um produto disruptivo se comparado \u00e0s tecnologias da \u00e9poca, pois possibilita o acesso a internet e o uso do GPS de maneira pr\u00e1tica e r\u00e1pida, \u00e9 o fator principal para entendermos um pouco melhor sobre a economia compartilhada.<\/p>\n\n<p><strong>2. Crise econ\u00f4mica<\/strong><\/p>\n\n<p>Al\u00e9m da facilidade de se conectar atrav\u00e9s do uso de smartphones, outro fator a se considerar neste contexto \u00e9 a crise econ\u00f4mica de 2007 que ocorreu nos Estados Unidos, que tamb\u00e9m trouxe consigo mudan\u00e7as de comportamento. Os consumidores sentiram-se inseguros pois estavam distantes de ter uma estabilidade financeira e consequentemente passaram a comprar apenas o necess\u00e1rio, fato que interferiu diretamente no fluxo financeiro do pa\u00eds e da economia mundial. Diferente do que v\u00edamos no in\u00edcio do capitalismo, onde consumir de maneira exagerada com objetivo de garantir suas propriedades materiais era o ideal, a crise econ\u00f4mica acabou moldando, sem pretens\u00e3o alguma, um novo perfil do consumidor, gerando um consumo mais consciente.<\/p>\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\" \/>\n<p>Tais acontecimentos ocorreram simultaneamente, o que facilitou o processo de transforma\u00e7\u00e3o e desenvolvimento deste estilo de consumo. Podemos exemplificar isso ao analisar o cen\u00e1rio da \u00e9poca: os consumidores estavam \u00e0 procura de novas formas de economizar e do outro lado estavam as empresas, buscando novas maneiras de ganhar dinheiro para n\u00e3o irem \u00e0 fal\u00eancia. Eis que surgiu uma oportunidade de neg\u00f3cio para as empresas que conseguiram perceber essa rela\u00e7\u00e3o complementar.<\/p>\n\n<p>Ap\u00f3s analisar este contexto, podemos apontar as marcas que se mantiveram atentas a este movimento de transforma\u00e7\u00e3o de mercado, oferecendo servi\u00e7os inovadores e construindo a base da economia colaborativa, como por exemplo: Pinterest e Dropbox.<\/p>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O conceito de compartilhar produtos ou servi\u00e7os se tornou uma\u00a0<strong>proposta de valor<\/strong>\u00a0quando aplicado em situa\u00e7\u00f5es inovadoras.<\/h2>\n\n<p>Vamos imaginar que um modelo de neg\u00f3cio das lavanderias se expandisse para outros segmentos de mercado, onde apenas um investidor mantivesse as propriedades (as m\u00e1quinas de lavar roupa) e voc\u00ea s\u00f3 pagaria quando utilizasse, tornando o servi\u00e7o econ\u00f4mico e consequentemente gerando lucro para empresa. N\u00e3o precisamos ser especialistas em economia para afirmar que, quanto mais clientes frequentassem a lavanderia maior seria o lucro, uma vez que as despesas estariam sendo divididas em pequenas partes entre cada cliente.<\/p>\n\n<p>\u00c9 uma conta f\u00e1cil e se bem planejada pode ser aplicada com \u00eaxito em diversos produtos e nichos do mercado. Foi o que ocorreu com algumas startups \u201cde partilha\u201d como Uber e Airbnb, que se tornaram refer\u00eancias por oferecer um servi\u00e7o compartilhado e uma experi\u00eancia \u00fanica para os usu\u00e1rios.<\/p>\n\n<p>Imagine a facilidade de poder passear de helic\u00f3ptero por S\u00e3o Paulo pagando apenas 66 reais ou\u00a0<a href=\"https:\/\/bit.ly\/2HIA2Ao\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">acampar em uma cabana de luxo<\/a>\u00a0nos Alpes Ocidentais. Com o conceito de economia compartilhada, essas marcas apostaram neste novo modelo de consumir, optando por alugar e n\u00e3o mais oferecer um produto em que voc\u00ea seria propriet\u00e1rio. Esse sistema funcionou t\u00e3o bem que hoje o Uber se tornou a maior empresa de transporte coletivo sem possuir nenhum ve\u00edculo, assim como a Airbnb uma das maiores redes de hospedagem sem dispor de nenhum hotel.<\/p>\n\n<p>Al\u00e9m das marcas citadas, outros cases de sucesso que utilizam o modelo da economia compartilhada s\u00e3o:<\/p>\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Netflix<\/strong>\u00a0&#8211; que \u00e9 uma plataforma online que disponibiliza produ\u00e7\u00f5es originais de s\u00e9ries, filmes e outros produtos de entretenimento. O Netflix lan\u00e7a tend\u00eancias de comunica\u00e7\u00e3o em suas redes sociais e as sugest\u00f5es de t\u00edtulos dispon\u00edveis no cat\u00e1logo que transformam o algoritmo em uma experi\u00eancia personalizada para quem \u00e9 assinante.<\/li>\n\n<li><strong>Spotify<\/strong>\u00a0&#8211; tamb\u00e9m \u00e9 uma plataforma online, mas com apenas um produto que s\u00e3o produ\u00e7\u00f5es musicais. A capta\u00e7\u00e3o dos dados de cada perfil s\u00e3o armazenadas pela empresa durante todo o per\u00edodo de assinatura e em uma a\u00e7\u00e3o de final de ano a marca disponibiliza um relat\u00f3rio din\u00e2mico sobre suas m\u00fasicas mais escutadas, estilos, descobertas e at\u00e9 sugere g\u00eaneros musicais que voc\u00ea nunca demonstrou interesse.<\/li>\n\n<li><strong>Endossa<\/strong>\u00a0&#8211; \u00e9 um exemplo de marca que n\u00e3o est\u00e1 no ambiente digital, o espa\u00e7o colaborativo \u00e9 direcionado para empreendedores. O sistema de com\u00e9rcio inicia a partir do momento em que voc\u00ea aluga um \u201cbox\u201d dentro da loja e exp\u00f5e seus produtos, o que para voc\u00ea (empreendedor) \u00e9 uma vantagem, pois voc\u00ea n\u00e3o precisa pagar por um espa\u00e7o f\u00edsico inteiro. A loja recebe esse capital mensalmente, al\u00e9m de garantir uma diversidade de produtos (pois cada box \u00e9 destinado a uma empresa de diferentes segmentos).<\/li>\n<\/ol>\n\n<p>Este conjunto de neg\u00f3cios baseado no capital intelectual, cultural e na criatividade que gera valor econ\u00f4mico que denominamos de economia compartilhada, faz parte da ind\u00fastria criativa que produz receitas de exporta\u00e7\u00e3o, promove o desenvolvimento humano e revoluciona a propriedade individual desde o nascimento do capitalismo.<\/p>\n\n<p>Segundo a Firjan (Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado do Rio de Janeiro), a \u00e1rea criativa gerou uma riqueza de R$ 155,6 bilh\u00f5es para a economia brasileira em 2015, por meio de um estudo conhecido por \u201cMapeamento da Ind\u00fastria Criativa no Brasil\u201d publicado em dezembro de 2016.<\/p>\n\n<p>Conseguir analisar as mudan\u00e7as de comportamento de consumo \u00e9 uma tarefa que necessita comprometimento e dedica\u00e7\u00e3o, mas que ao pesquisar e planejar a\u00e7\u00f5es ou at\u00e9 mesmo mudan\u00e7as de posicionamento da marca podem gerar resultados surpreendentes. E voc\u00ea, j\u00e1 teve alguma experi\u00eancia com marcas que utilizam economia compartilhada?<\/p>\n\n<p><strong>Emanuelle Gomez | @manugome_z<\/strong><\/p>\n\n<p class=\"has-small-font-size\">Designer, especialista em design estrat\u00e9gico e inova\u00e7\u00e3o, apaixonada por tend\u00eancias de consumo e experi\u00eancia do usu\u00e1rio.<\/p>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mas afinal, o que \u00e9 economia compartilhada? 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